quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Claudio Faryas por Claudio Faryas


Carreira de jornalista, um sonho que pode se tornar realidade



Por Claudio Faryas

“Eu Não sou estrela, não queria estar aqui no palco, gostaria de estar aí entrevistando, más vocês quiseram, que assim seja...” Essa foi a resposta franca e direta com que o estudante de jornalismo Claudio Faryas, 27, respondeu à primeira pergunta da entrevista coletiva com os estudantes da faculdade de jornalismo. Com seu jeito tímido, assim que subiu ao palco, Claudio impressionou a todos os entrevistadores, os 37 minutos de entrevista não foram suficientes para que ele pudesse responder à todas as perguntas. A clareza nas respostas e a sua postura de palco foi o que mais surpreendeu a sala que enxergava aquele rapaz como um aluno reservado, de pouca conversa.

     Natural de Arapiraca Alagoas, Claudio migrou para São Paulo, há dez anos. “Eu vim pra São Paulo com um único objetivo, estudar, más fazer algo que eu gosto, eu não queria fazer os cursos de administração ou pedagogia oferecidos pela minha cidade,” conta ao se referir a pouca oferta de cursos oferecidos pela cidade onde nasceu. Quando questionado sobre a sua escolha pela cidade de São Paulo, Claudio se entusiasmou em dizer que desde os cinco anos de idade tinha uma paixão pela megacidade, ainda que conhecesse apenas pela televisão. “Eu ficava olhando tudo aquilo pela TV: milhares de pessoas nas ruas, os carros, os grandes edifícios, os imensos estádios de futebol, aquilo para mim era mágico, e depois, eu gostaria de ver como eram produzidos os programas de televisão, queria ver os bastidores e, finalmente consegui realizar esse sonho de infância,” relembra os momentos e motivos que o trouxe para São Paulo.

     Ao chegar a São Paulo, Claudio conta que se surpreendeu com o tamanho da cidade. “O que eu imaginava ser tudo muito grande e moderno, para mim foi algo muito além do que eu esperava.” Claudio falou um pouco da cultura da cidade onde nasceu, e também da sua infância. Ele conta que a tradição da sua cidade é de um povo muito festeiro, assim como algumas cidades turísticas. Logo Claudio lembra a cidade de Salvador na Bahia. Segundo ele, a cidade de Arapiraca, segunda maior população do estado de Alagoas, hoje com duzentos e quinze mil habitantes, já recebeu o título de "Capital do Fumo" na década de 70 em razão de ser a região que mais produz tabaco no país. “Não! Eu não voltaria a morar na cidade de Arapiraca, porquê São Paulo para mim ainda é pequena, então as possibilidades de volta são bem remotas,” diz. No entanto, Claudio surpreendeu a todos ao declarar que ainda enxerga a cidade de São Paulo pequena, devido a carência de alguns serviços, como transporte público por exemplo, em comparação à outras cidades do mundo.

     “O governo Lula trabalhou muito no nordeste, muito mais do que aqui em São Paulo, ofereceu melhores condições de vida aos nordestinos,” relata Claudio. Em contrapartida, Claudio diz não concordar em parte com a forma de governo do ex-presidente Lula, ele alega que após os projetos de apoio à população carente como o bolsa família por exemplo, passou a surgir um comodismo. “Muitas pessoas não querem mais trabalhar, se contentam com o pouco que o governo oferece, particularmente eu faria uma revolução na educação como base de uma civilização mais justa,” desabafa Claudio. Quando alguém perguntou se ele gosta do que faz atualmente, Claudio foi claro na resposta, “(eu odeio),” ao se referir ao trabalho como auxiliar de cozinha, que ele exerce em um restaurante que fica no centro de São Paulo.

“A minha família me ver como um ‘Deus’ ao chegar na casa dos meus pais no nordeste. Acreditam na minha carreira de jornalista, imaginam que eu terei um futuro brilhante, até porque sou o único da família a cursar uma faculdade. De toda forma, a visão da família em relação a mim me aflige um pouco, mim exige mais responsabilidade,” argumenta. Quando uma colega perguntou sobre carreira, claudio não teve dúvida em responder, “quando eu nasci, me parece que colocaram um chip na minha cabeça que dizia, _você nasceu em Alagoas, depois migrará para São Paulo, onde irá estudar e seguir carreira de jornalista,” finaliza Claudio.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Manipulação do tempo





O homem manipula o tempo tanto para encurtar como para alongar distâncias
 Por Claudio Faryas

Foto: Rogério Andrino



Você já ouviu falar em manipulação do tempo? Foi a forma que o homem encontrou para poder usufruir cada vez mais do tempo que a natureza lhe deu, ou seja, ele trabalha o tempo de tal forma que acaba encontrando mais tempo para fazer muito mais coisas nesse curto espaço de tempo que ele mesmo criou. Deu para entender? Claro que sim.

Evidentemente quando se pensa em manipular, está se referindo ao preparo manual de alguma coisa concreta. E você pode estar imaginando: “como poderei manipular o tempo se não posso pegá-lo com as mãos?” Da mesma forma que se manipula algum objeto, pode-se manipular um texto como este que você está lendo. Você até pode concordar com a forma de manipular um texto. Imagine, e tudo parece simples, uma vez que se pode pegar as letras e transferi-las de lugar, por exemplo.
     Partindo do princípio de que se pode manipular um texto, logo se poderá também  manipular idéias, por exemplo, já que idéias são abstratas. Se o tempo é abstrato, ou seja, se não se pode vê-lo nem pegá-lo, pode-se usar a sabedoria para manipular, transformar, burlar, retardar e/ou fazer qualquer coisa para manipular o tempo, seja para fazer o bem ou para praticar o mal. Por exemplo, para se produzir uma reportagem como esta que você está lendo, houve uma ação de manipular o tempo.
      “Eu penso que o homem vive em função de manipular o tempo, tanto para encurtar quanto para alongar distâncias, de acordo com a sua necessidade,” diz o esteticista Rogério Andrino Tomaz, 52 anos, que vive e trabalha na cidade de São Paulo. Rogério acrescenta ainda a invenção do telefone celular. “Com a criação do aparelho se manipulou muito bem o tempo. Você resolve seus problemas andando nas ruas e a caminho do trabalho, paga as contas, acessa internet, fala com as pessoas, tudo isso em um curto espaço de tempo.”
Assim como aconteceu em tantas outras invenções, ou manipulações, o homem criou a Medicina e as suas várias especialidades, por exemplo, que contribuem extremamente com a expectativa de vida das pessoas. Até há uma época não muito remota, as pessoas viviam até os 60 anos, e agora está ficando comum as pessoas atingirem os 70 ou 80 anos de vida. “Eu deito para dormir e, só percebo que dormi quando acordo na manhã seguinte.” Esta é a forma irônica de definir manipulação do tempo, encontrada por Sandro Cristino de Souza, 31, gerente de restaurante.

     “A técnica do congelamento é um exemplo claro de manipulação do tempo. O exemplo mais claro que se pode oferecer para comprovar é lembrar de alguém que morra na Europa chegar inteiro ao Brasil para ser sepultado pelos seus familiares”, lembra o esteticista Rogério Andrino. A ação humana de manipular o tempo que tanto pode ser positiva quando se quer chegar rápido em algum lugar, ou se aproximar de quem se ama, por exemplo, em contrapartida pode ser maléfica se usada para fazer o mal.
 “Há uma passagem bíblica que diz: tudo tem o seu tempo determinado, há o tempo de nascer e tempo para morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; há tempo de chorar e tempo para rir; tempo de falar e tempo de estar calado; também há tempo de guerra e tempo de paz”, filosofa o gerente Sandro Cristino. Para complementar, ele diz o que pensa a respeito do tema em questão: “De que maneira nós poderíamos manipular esse tempo? Creio até que nem poderíamos, visto que todo tempo pertence a Deus...”. Sandro entende que as pessoas devem se adaptar ao tempo que lhes é dado.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gastronomia com Sotaque Nordestino

Sabe de onde vem a maioria dos cozinheiros e chefs de cozinha que trabalha em São Paulo?


Os nordestinos compõem uma grande parcela das equipes que trabalham nos restaurantes paulistanos. São cozinheiros, ajudantes e garçons, mas a culinária de sua terra natal não é valorizada como deveria. A condição social desta população talvez explique por que a mídia especializada dê tão pouca atenção às casas que oferecem a culinária típica do interior nordestino. Durante as entrevistas para a produção desta reportagem foi possível notar as peculiaridades dos cozinheiros e chefs da cozinha brasileira e também do exterior. Claudio Aliperti, Chef de cozinha há 20 anos conta em seu blog que sempre ouviu falar que cozinheiros bons são os nordestinos e realmente eles tem uma mão abençoada para tempero, mas do jeito deles, sem fichas técnicas e sem o compromisso que o imigrante tem com a tradição. Aliperti acrescenta ainda, “acostumamos nosso palato ao tempero dos trópicos, portanto o que gostamos é da cozinha franco brasileira, Ítalo brasileira, Nipo brasileira etc”.

     Existem inúmeros restaurantes que servem comida nordestina na cidade de São Paulo, essas casas já possuem o seu público alvo, os migrantes nordestinos. Os nordestinos que fazem parte da maioria dos cozinheiros e chefs de cozinha de São Paulo conseguem se destacar apenas ao deixarem de lado a sua tradição e buscarem qualificação nas grandes cozinhas, inclusive no exterior, é o que dizem as pesquisas de revistas especializadas. O chef Jorge de Luna, do restaurante ‘Intervalo’ no bairro Higienópolis, em São Paulo, tem traços fortes de nordestino, é filho de migrantes pernambucanos trabalha com gastronomia desde os seus dezoito anos e declara que conseguiu o legado que possui hoje devido a sua passagem por várias redes de restaurantes e hotelarias, inclusive o Hotel-escola SENAC, também atuou em várias cidades como Santos (sua cidade natal), Rio de Janeiro e São Paulo. “As regiões norte e nordeste são grandes fornecedoras de profissionais de cozinha para a cidade de São Paulo”, declara Jorge orgulhoso de sua origem.

     “São Paulo se tornou o point do pequeno, médio e grande negócio, eu cresci junto com os grandes restaurantes e as redes hoteleiras que surgiram a um tempo não muito remoto nesta cidade”, ressalta. O chef Jorge, revela está muito feliz com a sua profissão, e dedica sessenta por cento do seu tempo para ensinar o próximo, ainda conclui que já passaram mais de 100 funcionários pela sua responsabilidade e sempre conseguiram crescer profissionalmente e nunca voltaram atrás para pedir emprego. O chef Elson da Silva, especialista em culinária nipônica que também é migrante nordestino do estado da Bahia, conta que a culinária chinesa atraiu muitos nordestinos para São Paulo devido a ser um trabalho que não cansa muito, porque não precisa carregar peso, não suja a roupa e é leve, sendo a responsável por grande parte da migração de nordestinos na época.

Reconhecimento

O chefe de ascendência japonesa, Luiz Matuguma descreve tudo o que viveu e conviveu nas suas formações de Ciências de Alimentos e Gastronomia em seu blog sem nenhum tipo de preconceito, ou discriminação. “Sei que muitas pessoas vão ler e pensar, “... Nossa! “Como ele pode falar assim dessas pessoas...”, mas vou mostrar como os cozinheiros fazem parte fundamental da nossa sociedade. A maioria dos cozinheiros que nós temos hoje, são da região nordeste, vieram para São Paulo ou qualquer outra cidade tentarem a sorte, e para não passarem fome, vão para os restaurantes trabalhar como auxiliar de cozinha, lavando chão e prato, até conseguirem uma posição dentro da cozinha, galgando sua vida”. Matuguma é bem franco ao relatar que, os migrantes não têm estudos adequados, aprendem tudo apenas observando os outros fazerem, e com isso conseguem muitas vezes surpreender. O chef ainda conclui, “a área gastronômica não existiria, ou não seria o que ela é hoje, sem os nordestinos. Eles são o alicerce sobre o qual foi  formado todos os restaurantes, bares, hotéis, das principais capitais do Sudeste do Brasil. E finaliza com um... pronto falei...”

     A cidade de São Paulo está se preparando para que em 2014 consiga atingir as suas metas e continue com o título de uma das maiores da gastronomia mundial, sobretudo, ressaltando o valor das suas raízes e do seu povo.


                                                                                         Claudio Faryas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Quando Eu Falei Que Era Gay"

A resposta franca e direta do cantor e compositor Tiago Silva, 19 anos, em entrevista aos seus colegas da faculdade de jornalismo foi inesperada o bastante para que todos ficassem de boca aberta: “Quando eu falei que era gay.” Foram exatamente essas palavras que deixaram os colegas sem ação, alguém jamais esperava aquela atitude como resposta sobre a ‘maior revelação da sua vida’, porém aconteceu. E... Àquela entrevista coletiva ficou marcada pela atitude mais natural que uma pessoa poderia expressar: _a franqueza, a objetividade e a sua espontaneidade em responder a todas as perguntas, como se não existisse homofobia no Brasil.

     Tiago é apaixonado por carnaval, paixão que vem de família, desde a sua bisavó. Canta em várias escolas de samba de São Paulo, fruto que colheu do curso de música que faz desde os quatro anos de idade, no entanto, ele declara que só estudar não basta! “Tem que ter o dom pra cantar.” Ressalta. Orgulhoso ao falar de sua profissão, Tiago deixa claro que cantar é a razão do seu viver, e acrescenta, “a música é a minha maior inspiração.” O trabalho nas escolas de samba não garante o seu sustento, nas horas vagas, Tiago faz passeio com cães para colaborar com a renda familiar, “são doze cachorros que levo para passear todos os dias, são os meus ‘filhos’, o meu xodó”, declara orgulhoso do que faz. Não muito diferente, a rotina de Tiago é ir pra faculdade, estudar música, e passear com cães à tarde. Seu primeiro trabalho em uma escola de samba surgiu em 2006, na Vai Vai, escola que já conquistou treze títulos do carnaval paulista.

Sonhos

     Seu maior sonho atualmente é conseguir a recuperação do pai que sofre de Hepatite D. No que se refere a jornalismo, Tiago pretende acompanhar histórias polêmicas, seguir fatos policiais. O curso de jornalismo nas FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), tem contribuído para que Tiago leve adiante o seu projeto de um livro cujo título revelou na entrevista: Odisseia de Paixões, no projeto ele aborda os 20 anos do carnaval de São Paulo no sambódromo do Anhembi, revelando os bastidores e o lado ‘negro’ das escolas de samba.


                                                                                           Claudio Faryas







blogdoclaudiofaryas.blogspot.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Televisão

 Caio Paduan 

Caio Paduan viverá Gabriel - o protagonista de "Malhação Conectados"

A nova temporada de malhação da TV Globo traz novidades - "Malhação Conectados" abordará as redes sociais, fato que atingirá seu público alvo em cheio _ os adolescentes. Outra novidade é o galã Caio Paduan que interpretará Gabriel,um rapaz que viverá um caso de amor com Cristal, vivida por Thaís Melchior,  uma garota que estuda psicologia mas é viciada em astrologia. Depois de passar na faculdade de história, Gabriel (Caio Paduan) se muda para o Rio de Janeiro onde divide apartamento com outras duas alunas da mesma universidade. Gabriel administra um site chamado Intuição, que aborda assuntos ligados a paranormalidade.



 Leia  mais  http://glo.bo/qZJ4lU                                                                                                                                                  

domingo, 28 de agosto de 2011

Beyoncé - Run The World (Girls)


As megaproduções nasceram de grandes talentos antes omissos, que um dia desabrochou e se perpetuará...

                                                                                                        Claudio Faryas

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Corpo Vivo - Carrossel das Espécies


Eu assisti
 Após a sua reabertura em Junho deste ano, o Theatro Municipal de São Paulo foi presenteado com o espetáculo Corpo Vivo - Carrossel das Espécies da Companhia TeatroDança Ivaldo Bertazzo.

"Corpo Vivo" é um exemplo de projeto social cuja ideologia é a capacitação de profissionais dançarinos, instrumentistas, cantores e professores de teatro. A companhia trabalha com jovens da periferia de São Paulo e de projetos sociais. O espetáculo apresentado no dia 12 de Julho para mais de mil espectadores, teve duração de noventa minutos e deu um verdadeiro show de balé, arte circense e música erudita, ainda houve uma aula comportamental, onde o consagrado diretor e coreógrafo, Ivaldo Bertazzo, interage com a plateia.

O projeto Corpo Vivo teve origem no dança Comunidade, desenvolvido pelo SESC São Paulo e a partir do livro Corpo Vivo - Reeducação do Movimento de Ivaldo Bertazzo. Composta por 18 bailarinos de 18 a 24 anos, a companhia realizou várias turnês pelo país, levando o teatro à todas as classes. A preocupação de Bertazzo não é com a formação de bailarinos, más preparar cidadãos para uma vida digna. O espetáculo de classificação etária livre, reflete sobre as relações frequentemente desiguais, embora em busca de equilíbrio entre o homem e a natureza. Uma confrontação da espécie humana com a evolução de outros animais, como os pássaros, peixes e quadrúpedes. As questões como o envelhecimento do corpo e a libertação da alma também são ressaltados.

De maneira lúdica, "Corpo Vivo" leva ao palco, representações de várias espécies animais, descrevendo as habilidades de cada uma, em contrapartida, o homem é representado nas suas características que o diferenciam das demais espécies. As apresentações no Theatro Municipal em São Paulo, acessíveis à todas as classes, com ingressos que variam de 4 a 40 reais, lotaram a plateia. No próximo dia 6 de Agosto é a vez de São Bernardo do Campo - SP, com entrada gratuita.


                                                                                                           Claudio Faryas